As 24 Personalidades de Billy Milligan: que caso complexo!


Billy Milligan: o estuprador com 24 personalidades na série da Netflix (foto: divulgação Netflix)


É bem provável que o diretor M. Night Shyamalan soubesse do caso de Billy Milligan quando criou Fragmentado. Embora o realizador de O Sexto Sentido direcione seu filme para o lado do suspense/terror, seu protagonista tem quase o mesmo número de identidades que o personagem real da série documental As 24 Personalidades de Billy Milligan, disponível na Netflix.


São quatro episódios para descrever uma história no mínimo surreal. Em 1977, quatro mulheres foram estupradas no campus da Ohio State University. O criminoso deixou impressões digitais e logo foi capturado. Era Billy Milligan, um bonito rapaz de 23 anos, que não não resistiu à prisão e foi acusado de estupro, sequestro e latrocínio.


Só que o estuprador jurava que não havia cometido os crime e, durante os interrogatórios, apresentou um comportamento inquietante. Foi aí que entrou em cena uma junta de psiquiatras e psicólogos para avaliar o complexo caso. Billy ora falava como criança, ora tinha sotaque iugoslavo. Ou seja: ele tinha o transtorno de múltiplas personalidades, um caso que ficou muito famoso após o sucesso do livro Sybil (1973) e do filme homônimo de 1976. Mas Billy deveria ir a julgamento?


Não vou entrar em detalhes porque a história tem várias reviravoltas. O terceiro episódio é o mais cansativo, já que vários especialistas comentam sobre serem favoráveis ou não aos (supostos) casos de transtorno de múltiplas personalidades.


Aliás, o que não falta à série é resgatar quase todo time que participou das avaliações nas várias internações de Billy. E tem comoventes declarações do irmão e da irmã dele, além de uma retrospectiva de sua infância de violências e abusos.



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