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Aos Nossos Filhos: conflito de gerações e algo mais


Laura Castro e Marieta Severo: filha e mãe


Aos Nossos Filhos, em cartaz nos cinemas, nasceu da peça teatral homônima, escrita por Laura Castro e também protagonizada pela atriz. No palco, ela dividia a cena com a portuguesa Maria de Medeiros que, no cinema, assumiu a direção. O papel da mãe ficou com Marieta Severo, uma ótima escolha.


Trata-se aqui de conflito de gerações e outros assuntos importantes. Vera (Marieta) foi torturada na ditadura e trabalha numa ONG para crianças órfãs soropositivas. Ela não tem um bom relacionamento com a filha, Tânia (Laura Castro), que pretende ter um filho por inseminação artificial com sua companheira, Vanessa (Marta Nóbrega).


A diretora Maria de Medeiros enxerga um Rio de Janeiro onírico, arborizado, embora os tiros sejam constantes na favela onde Vera trabalha. Gosto da forma como ela transforma o teatro em cinema, embora o roteiro para as telas acrescente personagens e situações que só estão lá para preencher a duração de um filme.


A discussão, porém, é válida. Vera seria homofóbica e conservadora por não aceitar o casamento e a maternidade da filha? Tânia seria uma filha mimada (pela pai), que não consegue entender os limites de sua mãe? Além disso, há a questão dos traumas provocados pela ditatura, com Vera fazendo amizade com o filho (Cláudio Lins) de uma ex-companheira de cela. Como se nota, há vários temas e, por vezes, a história se atropela nos muitos argumentos que aborda.


Confira abaixo o bate-papo que tive com Marieta Severo, Laura Castro e Maria de Medeiros.






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