A Guerra do Amanhã: zero criatividade, atração eficiente


Chris Pratt: viagem ao futuro (foto: divulgação)


A maioria dos meus colegas não gostou de A Guerra do Amanhã, o grande lançamento do Amazon Prime Video em julho. Alegaram falta de criatividade e reciclagem de ideias. Mas eu pergunto: qual foi a última ficção científica que você viu com alguma originalidade?


É difícil surgir no horizonte algo do quilate de 2001, Planeta dos Macacos (o original), Mad Max, Blade Runner ou Matrix. Ok, tivemos trabalhos instigantes em Interestelar, A Origem, Tenet (todos de Christopher Nolan), Avatar e A Chegada, mas, convenhamos, não é todo dia que aparece uma ficção científica capaz de revolucionar o gênero. A Guerra do Amanhã não revoluciona, mas, como entretenimento, é eficiente.


O início se dá no final da Copa do Mundo de 2022 com o Brasil na disputa (será?). Mas eis que surge em campo uma tropa de militares que veio do futuro trazendo um alerta: alienígenas tomaram a Terra e eles precisam de voluntários para enfrentar os extraterrestres em 2051.


Chris Pratt interpreta Dan Forester, um professor de biologia que será intimado pelo governo americano para enfrentar os aliens. Terá, portanto, de deixar sua esposa e filha pequena sem a promessa de um retorno.


Não vou dar mais spoilers porque há algumas surpresas no roteiro, que é dividido em três etapas. Dispensaria o drama meloso, que nada acrescenta à trama de fantasia e concordo com meus colegas: o originalidade passou longe e viagens no tempo são mais batidas do que caipirinha. Além disso, os alienígenas parecem filhos do Alien com o Predador.


Acho, contudo, que a grande vantagem de A Guerra do Amanhã é ter humor e não se levar a sério, o que não ocorreu com o recente e desastroso Godzilla vs Kong. Pratt entra na brincadeira com seu jeito de cara maneiro e dá uns sopapos com gosto na alienígena-mãe. Se fosse no cinema, acredito que a galera iria ter uma catarse.


É longo, porém não senti passar os 140 minutos. Trata-se de um entretenimento com bons efeitos visuais, ação quase incessante e embalagem caprichada. O que mais podemos exigir de um filme com uma premissa tão estapafúrdia?



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