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1982: a invasão do Líbano pelo olhar da criança


Os garotos da escola: bombardeios ao fundo


Em cartaz nos cinemas, 1982 é um filme memorialista. São as lembranças de infância do diretor e roteirista Oualid Mouaness, que esteve em São Paulo para o lançamento do longa-metragem. 1982 foi o representante do Líbano no Oscar 2020 de melhor filme internacional - e faz todo o sentido: é um trabalho que atinge emocionalmente quem viveu à época no país de origem do realizador.


Os conflitos entre Líbano e Israel começaram em 1982 e duraram até 2000. A invasão israelense, porém, é pano de fundo para a história da primeira paixão de um garoto de 11 anos por sua colega de escola. Nas aulas da professora Yasmine (Nadine Labaki), as crianças escutam barulhos de bombardeios e de aviões pelo céu de Beirute (o trabalho de som é ótimo!). Há uma preocupação e, quanto mais a trama avança, aumenta a tensão.


A ótica do cineasta tem a ingenuidade da idade infantil. Isso, porém, só reforça a memória que Oualid carrega do passado. Entre bombardeios e invasões inexplicáveis, resta aos olhos de seu pequeno protagonista a recordação do amor.





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