Um Crush para o Natal: gays embalados para a família


Os amigos Nick e Peter: visita à família vai render encontros e desencontros (foto: Netflix)


Não existe coisa mais forçada do que colocar personagens gays só para ficar "bem na fita". Me dá a impressão de uma obrigação do politicamente correto que, em muitos casos, provoca uma reação adversa. É o que o ocorre com Um Crush para o Natal, da Netflix.


Peter (Michael Urie) termina seu namoro às vésperas do Natal. Para não chegar à casa da família sozinho, pede ao amigo com quem divide o apartamento para que se passe por seu companheiro. Nick (Philemon Chambers) reluta, mas acaba aceitando. E lá se vão os dois da ensolarada Califórnia para uma fria cidadezinha de New Hampshire. A mentira, porém, tem pernas curtas e logo os familiares descobrem que tudo não passa de uma farsa. A mãe de Peter tem, então, a ideia de apresentá-lo ao seu personal trainer, interpretado pelo bonitão Luke Macfarlane.


Você já sabe como termina essa história previsível e, ao mesmo tempo, inconsistente. Como é um "filme de Natal", somos obrigados a ver, pela milésima vez, a compra da árvore natural (para ser colocada no lugar da artificial) e teatrinho infantil. Tem coisa mais clichê do que isso?


Muitos dos envolvidos são abertamente gays naquela que é a primeira comédia romântica gay de Natal da Netflix. Além dos três atores citados, há o diretor Michael Mayer e o roteirista Chad Hodge.


Mas você já sabe de antemão: estamos diante de um "filme gay para toda a família". Isso inclui selinhos entre dois homens, mas jamais uma cena de cama mais caliente. Tudo acaba em frente à árvore de Natal (natural) com direito a aplausos dos familiares. Pode ser mais careta?



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