Starstruck: insossa comédia romântica em banho-maria


O astro indiano e Jessie: romance em banho-maria


Fui com certa expectativa assistir a Starstruck, série da HBO Max, sobretudo para conhecer o trabalho de Rose Matafeo, badalada atriz e roteirista neozelandesa. Mas foi penoso chegar até o fim de seu novo seriado, mesmo tendo apenas seis episódios, com cerca de 20 minutos cada.


Rose interpreta Jessie, uma jovem de 28 anos, que tem mais de um emprego em Londres. Um deles é atender clientes na bombonière de um cinema. Numa noite de réveillon, ela conhece um charmoso indiano numa boate, tem uma quente noite de sexo com o desconhecido e, no dia seguinte, descobre que ele é Tom Kapoor (Nikesh Patel), um astro de filmes de ação.


Rolam atração e afinidades, sobretudo pelo jeito descontraído e o humor afiado de Rose, qualidades que Tom aprecia numa mulher. Só que o romance, que tinha quase tudo para dar certo, vai caminhar em banho-maria ao longo dos seis capítulos. Quando Tom parece interessado em seguir adiante, Rose encontra um "deslize" no pretendente - e vice-versa. Ela se mostra insegura não só com o relacionamento, mas também com os bicos que faz para sobreviver na capital inglesa.


Além de uma protagonista sem graça e irritante com suas crises existenciais, Starstruck fica no meio do caminho entre a comédia e o romance. Na esperança de fazer um registro da geração millennial, Rose Matafeo erra a mão com personagens coadjuvantes igualmente insossos e pouco empáticos. Pode ter sido implicância minha porque a série fez sucesso e uma segunda temporada está garantida.



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