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Sintonia 3: os prós e as dores do amadurecimento


Nando, Rita e Doni em Sintonia 3: amigos para sempre (foto: divulgação Netflix)


Eu já adorei Sintonia, da Netflix, desde a primeira temporada. É uma série com a cara de São Paulo, mais exatamente da periferia paulistana. Os três protagonistas representam bem os pilares da região onde moram: o funk, o tráfico de drogas e a igreja evangélica. É uma tacada de mestre do produtor KondZilla - e a terceira temporada continua firme e forte ao mostrar o amadurecimento dos amigos da fictícia Vila Áurea.


Em Sintonia 3, Nando (Christian Malheiros) se manteve no mundo do crime, enriqueceu, mas, pai do segundo filho, quer largar a vida bandida. O funkeiro Doni (Jotappê) excursionou pela Europa, está cheio da grana, mas a fama vai trazer desgostos. Rita (Bruna Mascarenhas) encontrou um novo amor e quer se candidatar a vereadora com o apoio dos evangélicos. Qual será o destino deles?


São apenas seis episódios que passam voando. Gosto de ver como os personagens vão amadurecendo. São jovens adultos em busca de seus sonhos e tendo de superar obstáculos. Nando, enfurnado na criminalidade, teme pela família. Doni enfrenta a concorrência na música e não sabe lidar com haters. Rita precisa superar o machismo e provar que é a melhor escolha para representar sua igreja na política.


Me agrada em Sintonia a ausência de julgamentos morais. Embora Nando seja um perigoso (e procurado) traficante, Rita e Doni continuam enxergando o amigo como um fortaleza. Também não há qualquer crítica mais espinhosa aos evangélicos nem aos funkeiros de ocasião. Sintonia é sobre a amizade, conforme demonstra o derradeiro episódio, que deixa na boca um gosto de quero mais - que venha logo a quarta temporada!




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