Retratos de uma Guerra: o drama de lituanos na Sibéria


Bel Powley na Sibéria: trabalhos forçados (foto: divulgação)


Retratos de uma Guerra, que chegou à Netflix, faz um registro pouco conhecido da Segunda Guerra Mundial.


O drama se passa em 1941 e começa com Elena (Lisa Loven) e Lina (Bel Powley), mãe e filha, sendo retiradas de casa, na Lituânia, e levadas para um campo de trabalhos forçados na Sibéria. O filho de Elena as segue, mas o marido dela desapareceu na deportação.


Além do rigoroso inverno siberiano, as mulheres precisam (sobre)viver num cenário desolador, com poucos alimentos e sendo tratadas com brutalidade pelos russos.


Como a maioria dos filmes ambientados na Segunda Guerra Mundial aborda as atrocidades cometidas pelas forças alemãs de Hitler, essa adaptação do livro Cinzas na Neve, de Ruta Sepetys, tem certa originalidade por trazer à tona o mal causado por Stalin diante da tomada russa dos países bálticos.


Algo, porém, me incomoda: a produção é lituana e os atores, de origem inglesa, norueguesa ou sueca, falam em inglês, o que tira autenticidade da história. A escolha, contudo, é compreensível: o diretor Marius Markevicius, filho de lituanos, é americano da Califórnia.



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