Netflix: 23 filmes polêmicos que dividem as opiniões


Climax: ensaio de dançarinos movido a LSD (foto: divulgação)


Segundo o dicionário, polêmica é o que suscita muitas divergências. E minha lista é sobre isso: filmes que dividiram opiniões. Tem quem goste e quem deteste os 23 longas-metragens que eu escolhi e você encontra na Netflix. Eu comento também o que achei deles. E você também pode deixar seu comentário no post! Será um prazer ler sua opinião.


Mãe! > O diretor Darren Aronofsky é quase sempre envolvido em trabalhos em polêmicos. Mãe! foi vaiado e aplaudido no Festival de Veneza e é um bom exemplo de filme que dividiu opiniões. Em uma trama inquieta, perturbadora e de respostas nada fáceis, o realizador traz a história de um casal (Jennifer Lawrence e Javier Bardem) que se muda para uma nova casa e recebe a visita de um estranho. A partir daí, a esposa entra numa espiral de perplexidade e descontentamento. Eu gosto!


Fuja > Não fiquei convencido com a história de uma mãe (Sarah Paulson) que trata a filha de forma superprotetora. A jovem sofre de uma doença que a deixou com uma paralisia e é impedida de ter uma vida normal. O filme tem bons momentos de suspense, mas quase todos escorados em clichês. Muita gente, porém, achou a história intrigante e tensa. Não foi o meu caso.


Mignonnes > Lançado em 2020, o filme foi alvo de muitas críticas, inclusive da ministra Damares, por promover a sexualização de crianças. Eu não vi por esse lado. Dirigido por Maïmouna Doucouré, o drama faz um registro honesto de garotas que, na ânsia de se tornarem adultas, se apegam a ídolos, como Beyoncé. É o que ocorre com Amy (Fathia Youssouf), de 11 anos. Ela é muçulmana e, por se sentir deslocada no ambiente escolar, começa a seguir as colegas que querem participar de um concurso de dança.


O Diabo de Cada Dia > A história faz uma combinação explosiva do fervor religioso, da hipocrisia que envolve o fanatismo e da violência que permeia crimes praticados pelo prazer de matar. Entre os personagens estão um pastor evangélico (Robert Pattinson) e um jovem (Tom Holland) que protege sua irmã adotiva. Não tem como ficar indiferente – e eu fiquei bastante satisfeito com o resultado.


Atlantique > O filme do Senegal ficou entre os dez pré-finalistas ao Oscar 2020 e foi bastante elogiado pela crítica brasileira e internacional. Mas grande parte do público achou estranhíssima a mistura do realismo com o sobrenatural na história de um amor proibido entre uma moça prometida em casamento com um rapaz de origem humilde. Embora reconheça o talento da diretora Mati Diop, não sou dos mais entusiastas de seu filme.


Os Infiéis > A versão italiana da comédia francesa segue pelo mesmo caminho do original. É uma coletânea de contos sobre a infidelidade, com o ponto de vista masculino e humor misógino. Tem quem goste e se divirta. Eu continuo achando um filme machista e grosseiro.


Boy Erased > O tema é bastante polêmico. Russel Crowe é um pastor batista que não aceita a orientação do sexual do filho gay (Lucas Hedges). Acompanhado da esposa (Nicole Kidman), ele leva o rapaz, de 19 anos, para ser tratado por um psicoterapeuta que faz uma terapia de conversão – a tal da “cura gay”. Um assunto bem explorado pelo roteiro num filme que precisa ser visto.


A Voz Suprema do Blues > Entendo quem ache o filme aborrecido, lento e com muito falatório. Mas lembre-se: é a versão de uma peça teatral, daí a história ficar concentrada num único ambiente. Gosto das atuações de Viola Davis e Chadwick Boseman, ambos indicados ao Oscar 2021.


Eu Me Importo > Rosamund Pike ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz de comédia e vi muita gente elogiando o filme. Eu detestei. Além da desprezível história da “guardiã” que explora idosos ricos, o roteiro coloca lésbicas, negros e anões como vilões. Adoro o humor politicamente incorreto, mas aqui, para mim, não funcionou.


Malcolm & Marie > Filmado durante a pandemia, o filme reuniu apenas dois atores (John David Washington e Zendaya) numa única locação. Ao voltar para casa após uma premiação, um casal tem uma intensa discussão sobre o relacionamento. Como eu gosto de dramas intimistas, não me importei com a pouca ação e os intermináveis diálogos. Mas conheço algumas pessoas que não conseguiram chegar ao fim.


Milagre na Cela 7 > Teve gente que se debulhou em lágrimas com a história do pai com atraso mental, que é injustamente preso por um crime e fica afastado da pequena filha. Eu achei o filme turco um melodrama nada crível e com o objetivo de provocar emoção de uma forma manipuladora.


O Poço > O filme espanhol foi lançado no início da pandemia e conquistou fãs e detratores. Eu acho a metáfora do “abismo social” um tanto óbvia, mas não há como negar que a história tem originalidade e impacto visual.


A Chegada > Indicado a sete prêmios no Oscar 2017, a ficção científica do diretor Dennis Villeneuve tem um visual arrebatador e início promissor. É sobre uma linguista (Amy Adams) que é escalada por militares para tentar traduzir as mensagens de alienígenas que aportaram na Terra. Mesmo com seus momentos instigantes, o filme me deixou frustrado por sua complexidade.


Climax > Diretor francês de Irreversível e Love, Gaspar Noé gosta de uma polêmica – e eu curto muito o trabalho de realizadores que saem fora da caixinha. Nessa trama embalada por música eletrônica, um grupo de dançarinos ensaiam para um espetáculo. Mas alguém batiza uma sangria com LSD – e eis o ponto de partida para uma balada regada a atos de loucura e paranoia coletiva.


Fé Corrompida > Os questionamentos de um pastor evangélico (Ethan Hawke) vêm à tona quando ele conhece um casal que passa por um momento de instabilidade. Além da saúde fragilizada, o reverendo carrega um trauma do passado e fica em dúvida sobre seu trabalho em conduzir os fiéis de sua igreja.


Ilha do Medo > Eu gosto muito desse estiloso suspense de Martin Scorsese sobre dois detetives (Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo) que chegam a um presídio psiquiátrico numa ilha para investigar o desaparecimento de um paciente. Mas os detratores acharam que se trata de uma imitação barata de Alfred Hitchcock. Discordo.


Sergio > A cinebiografia de Sergio Vieira de Mello (Wagner Moura), que morreu num atentado em Bagdá, em 2003, durante uma missão da ONU, recebeu críticas por romantizar e/ou diminuir a trajetória do diplomata brasileiro. Eu vi alguns problemas no filme, sobretudo por ter assistido, na sequência, um documentário sobre ele, também disponível na Netflix.


O Primeiro Homem > Minha expectativa com relação ao filme era grande, ainda mais que o trabalho anterior de Damien Chazelle foi La La Land, que eu amo. Mas, embora com críticas positivas, achei O Primeiro Homem arrastado, aborrecido e sem o esfuziante empenho cinematográfico de seu longa-metragem anterior.


365 Days > Essa espécie de versão polonesa de Cinquenta Tons de Cinza foi execrada pelo alto teor machista. E não sem motivos. A história do mafioso que sequestra uma mulher e a faz se apaixonar por ele tem, sim, bons momentos eróticos, mas é difícil engolir o romance do casal.


Steve Jobs > Muitos ficaram descontentes que a cinebiografia do fundador da Apple não contemplou sua intensa trajetória e privilegiou apenas três momentos de sua carreira no ótimo roteiro de Aaron Sorkin (A Rede Social). Eu gosto do recorte e, sobretudo, da atuação de Michael Fassbender.


Jovem e Bela > O francês François Ozon não economizou na polêmica ao colocar uma estudante que, após sua primeira experiência sexual, vira uma prostituta de luxo.


Proposta Indecente > Causou o maior barulho na década de 90 esse polêmico filme sobre um casal que passa por dificuldades financeiras e vai tentar a sorte nos cassinos de Las Vegas. Sem ganhar nada, o marido (Woody Harrelson) recebe de um milionário (Robert Redford) a tal proposta indecente: receber um milhão de dólares e, em troca, ele passará uma noite de sexo com sua esposa (Demi Moore).


Mank > Talvez tenha sido o filme do Oscar 2021 que mais tenha dividido o público e a crítica. O diretor David Fincher traz à tona a história de Herman J. Mankiewicz, autor do roteiro da obra-prima Cidadão Kane. O roteiro, porém, é repleto de longos diálogos e muitos vaivéns na trama, o que muitos viram com prazer e outros acharam entediante. Era um dos favoritos do Oscar, mas só ficou com os prêmios de fotografia e desenho de produção.


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