O Preço do Talento: a real e conturbada vida de um astro


Noah Jupe interpreta Shia LaABeouf aos 12 anos de idade em O Preço do Talento (foto: divulgação)


Promessa do cinema a partir de meados dos anos 2000, Shia LaABeouf estrelou grandes sucessos, como Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal e três filmes da cinessérie Transformers. Rebelde sem causa, envolveu-se com drogas e bebedeiras, teve a habilitação suspensa e foi internado numa clínica de reabilitação.


Mais recentemente, durante o lançamento de Pieces of Woman, da Netflix, o astro foi acusado de agressão sexual e assédio pela ex-namorada FKA Twigs. Caráter e problemas pessoais à parte, LaABeouf é um ótimo ator, na minha opinião. O Preço do Talento, que chegou à HBO Max, mostra suas conturbadas infância e juventude de maneira muito transparente.


O ator escreveu o roteiro, que se passa em duas épocas. Em 1998, o garoto Otis, interpretado pelo excelente Noah Jupe, tem 12 anos, estrela uma sitcom e mora num motel frequentado por prostitutas, em Los Angeles, na companhia do pai irresponsável. Já adulto, o artista (papel de Lucas Hedges), aos 22 anos, está internado para se livrar dos vícios.


A história vai e volta no tempo para mostrar a relação de amor e ódio entre pai e filho e, assim, demonstrar que a instabilidade emocional de LaBeouf veio da inconstante figura paterna. Mais verdadeiro, impossível. Detalhe: o pai é interpretado pele próprio LaABeouf que, mais velho e maduro, comprova seu talento num papel bastante complexo.



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