Nomadland: um filme cinco estrelas que ganhou o Oscar


Frances McDormand: Oscar 2021 de melhor atriz


Gosto muito do cinema de Chloé Zhao, vide minhas avaliações de Songs My Brothers Taught Me e The Rider, seus trabalhos anteriores ao fenomenal Nomadland, que chegou, com exclusividade, ao streaming do Telecine ou no Telecine pelo NOW. O novo longa-metragem da diretora chinesa radicada nos Estados Unidos levou, merecidamente, o Oscar 2021 de melhor filme, direção e atriz, para Frances McDormand.


É preciso ter um pouco de calma para apreciar Nomadland. Chloé, também autora do roteiro, trabalha com apenas dois atores profissionais (Frances e David Strathairn) para construir uma crônica sobre o fim do "american dream", com personagens que interpretam a si mesmos.


Frances, em mais uma estupenda atuação, interpreta Fern, uma viúva que, com a crise de econômica de 2008, foi despejada de sua casa, já que a cidade onde vivia, no Estado de Nevada, foi esvaziada após o fechamento de uma fábrica de placas de gesso. Com sua velha van, ela virou nômade. Perambula por cidades à procura de trabalhos temporários.


Em seu tortuoso caminho, Fern encontra tipos solitários, desiludidos, falidos e com uma certa esperança de um futuro melhor. A protagonista é mais amarga (um papel sob medida para Frances) e, embora tenha uma chance de reconstruir a vida, prefere domar seu próprio destino dirigindo sem rumo pelas estradas do Meio Oeste americano.


Chloé Zhao foca em personagens excluídos e/ou marginalizados, provavelmente por causa de sua experiência como imigrante na América. Mas a beleza de seu filme não está apenas na análise contundente do comportamento humano. Brilham também os planos abertos, que mostram a vastidão das paisagens dos Estados Unidos, um país tão gigante em sua extensão, mas pequeno para acolher os desvalidos.



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