Euphoria 2: mais sexo, mais drogas, mais intensa e melhor!


Zendaya é Rua: a jovem está de volta às drogas


Já tinha gostado muito da primeira temporada de Euphoria, na HBO Max ou na HBO pelo NOW. Mas a segunda temporada (me) acertou em cheio. Tudo é tão perfeito que fica impossível encontrar algum defeito. Da direção de Sam Levinson (também o criador) ao elenco primoroso, da fotografia meticulosa à trilha sonora arrebatadora, Euphoria é um marco entre as séries americanas e merece abocanhar vários prêmios no Emmy, em setembro.


A primeira parte terminou com a despedida das namoradas Rue (Zendaya) e Jules (Hunter Schafer). Agora, elas se reencontram numa festa de Réveillon, mas Rue está tão chapada que mal consegue trocar duas palavras com Jules. E é essa a nova vida da protagonista, que estava sóbria, mas, por causa da separação, voltou a cair de boca nas drogas. Da cocaína, ela passou para a heroína e encontrou um porto seguro nos opioides.


Desta vez, o roteiro abre muito mais espaço para aprofundar outros personagens, como Nate (Jacob Elordi), dividido entre a ex-namorada (Alexa Demie) e a melhor amiga dela (Sydney Sweeney). Há um episódio, praticamente inteiro, para mostrar o reprimido passado homossexual do pai de Nate (Eric Dane) e um outro enfocando a trajetória errante do traficante Fezco (Angus Cloud).


Quase todos os personagens são divididos entre o bem e o mal. Até mesmo a anti-heroína Rue mete os pés pelas mãos ao fazer uma ligação com o tráfico. O quinto episódio é uma obra-prima, com Rue tentando fugir de uma internação imposta por sua mãe - e adrenalina vai do início ao fim.


Vi gente comentando sobre os exageros de drogas, sexo e violência. Se Euphoria fosse mais leve, não surtiria o efeito desejado. É preciso pisar no acelerador para ver como as drogas e as transas aleatórias comprometem vidas e relacionamentos. E o que faz a série ser extraordinária é o comando total de Levinson, que dirige todos os capítulos, dando uniformidade a uma história que, por si só, já ganharia pontos por sua ousadia.


A segunda temporada dá, sim, um desfecho às histórias, mas, como em toda série de sucesso, deixa umas pontinhas soltas. Que venha logo a terceira parte!



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