Encanto: como uma animação pode ser simples e complexa?


Encanto: Mirabel e os parentes com dons mágicos


A Disney/Pixar vem investindo com força na representatividade e isso é motivo de comemoração. Saem as princesas dos contos de fadas e entram em cena protagonistas mexicanos (Viva! - A Vida É uma Festa), negros (Soul), asiáticos (Raya e o Último Dragão), italianos (Luca) e, no caso de Encanto, disponível no Disney+, latinos, mais exatamente da Colômbia. Ainda falta um um personagem principal LGBT. Aguardemos...


A história de Encanto é simples e complexa ao mesmo tempo. Como assim? Em sua estrutura básica, trata-se de uma família que tem dons mágicos. A única da família Madrigal que não herdou nenhum poder é a jovem Mirabel. Mas ela pode reverter seu destino ao vasculhar o intrigante passado de seus parentes.


Nas entrelinhas, a animação pode ser "difícil" para os menorzinhos. Há camadas sobre as relações familiares e a rejeição de um tio que sumiu no mundo. O desfecho, até para mim, me pareceu desconectado com a nova realidade dos Madrigal.


O visual e os (vários) números musicais, que têm canções do onipresente Lin-Manuel Miranda (diretor de tick, tick... BOOM!), são arrebatadores. Tudo é muito colorido, florido, esfuziante. E, é claro, Encanto, embora se encaminhe para o drama, tem muito humor, sobretudo na figura do tio Bruno, o personagem mais descolado e divertido.



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