Um Fascinante Novo Mundo: delicado romance lésbico


Foto: divulgação


Vanessa Kirby, a princesa Margaret das duas primeiras temporadas de The Crown, teve dois filmes no Festival de Veneza 2020. Levou o prêmio de melhor atriz por Pieces of Woman, da Netflix, e também tem uma ótima atuação em Um Fascinante Novo Mundo, disponível nas plataformas de aluguel. Eu vi no NOW.


A diretora norueguesa Mona Fastvolt é muito delicada para narrar a história de atração, amor e paixão entre duas mulheres, em 1856. Se compararmos com outros romances lésbicos recentes, como Azul É a Cor Mais Quente e Retrato de uma Jovem em Chamas, Um Fascinante Novo Mundo é quase uma água-com-açúcar.


Nas montanhas da costa leste e durante um rigoroso inverno, Abigail (Katherine Waterston) leva uma vida monótona ao lado do marido fazendeiro (Casey Affleck). Uma de suas únicas distrações é a pequena filha. Após serem surpreendidos por uma tragédia, o casal enfrenta um distanciamento ainda maior. Mas eis que surge Tallie (Vanessa Kirby), que será sua vizinha e é casada com Finney (Christopher Abbott). As duas se aproximam e encontram uma válvula de escape para seus mornos relacionamentos conjugais.


Mais do que um romance secreto entre iguais, o roteiro enfoca os tipos de casamento e as diferenças entre os maridos das protagonistas. Embora coadjuvantes, eles têm relevância na trama. Se sobra amor ao personagem de Affleck, falta compreensão ao rigoroso companheiro da amante de sua esposa. As relações passarão por turbulências e vão culminar em conflitos íntimos.


Em recriação primorosa do século XIX, o filme tem um condução sóbria e, sob a ótica e o olhar feminino, busca a beleza mais nas palavras do que em cenas explícitas.


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