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Cinco Tipos de Medo: o Brasil plural está nas telas

Bella Campos e João Vitor Silva: paixão de risco


A fórmula de Cinco Tipos de Medo, que estreou nesta quinta (9) nos cinemas e levou os prêmios de melhor filme e melhor roteiro no Festival de Gramado 2025, não é nova. Filme coral é uma narrativa cinematográfica em que não há um protagonista e, sim, vários personagens que, de alguma maneira, vão se cruzar na trama. Já vimos esse estilo em Short Cuts, de Altman, e Babel, de Iñárritu. Mas, mesmo bebendo numa fonte nem tão segura, o diretor matogrossense Bruno Bini faz um trabalho bastante envolvente.

A trama já começa de uma forma que nos pega pela emoção. Num leito de hospital, um violinista sobrevive à Covid, mas perde a mãe para a doença. É lá que ele conhece uma enfermeira, com quem vai se reencontrar tempos depois. Apaixonado, o rapaz entra numa fria, já que sua amada é namorada de um traficante.

Outros personagens fazem parte desse mosaico: um advogado que perdeu a esposa, uma policial que perdeu o filho, um garoto da periferia que quer fazer faculdade... A morte, que traz o título, ronda os personagens. Mas a luta pela sobrevivência acaba falando mais alto.

Bruno Bini poderia ter se perdido diante de tantas situações e de um roteiro complexo em que o tempo vai e volta. Só que não. Além da segurança na escrita, com diálogos muito naturais, sua direção é firme e criativa.

Xamã, intérprete do traficante, foi escolhido o melhor ator coadjuvante em Gramado, mas todo o elenco está ótimo. Atores e atrizes, como Rui Ricardo Diaz, Bárbara Colen, Bella Campos e João Vitor Silva, com seus rostos tão brasileiros, espelham o Brasil plural que gostamos de ver no cinema. E Cinco Tipos de Medo é um filme de gênero que entretém, faz refletir e emociona. Bom programa!
















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© 2025 por Miguel Barbieri

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