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Cinco Dias no Hospital Memorial: cenário de guerra


Cherry Jones (à esq.): atuação soberba


Eu já tinha indicado um documentário sobre as consequências do furacão Katrina (clique aqui) e minha sugestão, agora, é a minissérie ficcional Cinco Dias no Hospital Memorial, disponível na AppleTV+. São oito episódios que devorei rápido.


No fim de agosto de 2005, o furacão Katrina passou por Nova Orleans e deixou parte da cidade destruída. No Memorial Hospital, que abrigava também o anexo LifeCare, havia mais de 200 pacientes, além de pessoas que chegaram para se proteger das fortes tempestades.


Tudo parecia sob controle após as chuvas fortes, até que dois diques se romperam e deixaram 80% da cidade alagada. O Memorial se tornou palco de um cenário de guerra e, em cinco dias, a situação foi piorando, com a falta de água, comida e energia elétrica. Os governos municipal, estadual e federal pouco fizeram para socorrer os sobreviventes.


Médicos e enfermeiras foram heroicos, suaram a camisa (no infernal calor úmido de agosto) e fizeram de tudo para cuidar dos pacientes. Mesmo assim, 45 pessoas morreram. Os três últimos capítulos são sobre uma investigação: será que vida dos doentes foi abreviada com injeções letais?


Inspirada no livro da jornalista Sheri Fink, a minissérie é um primor na recriação dos fatos. O drama no Memorial Hospital é o retrato angustiante e desesperador das consequências de uma catástrofe natural e do descaso do governo Bush. Imagens reais dão suporte para que se comprove o tamanho da tragédia.


Cinco Dias no Hospital Memorial tem forte impacto, já que seu registro é meticulosamente verdadeiro. O elenco é uma atração à parte, liderado por Vera Farmiga (a doutora que será alvo de uma investigação), Cherry Jones (escalada para liderar a equipe), Robert Pine (o diretor do hospital) e Cornelius Smith Jr. (um dos únicos médicos negros, que é segregado por ser um iniciante).





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