Caminhos da Memória é só um fracassado Blade Runner


Hugh Jackman: à procura da amada em Miami


As primeiras imagens de Caminhos da Memória, disponível na HBO Max e plataformas de aluguel, como o NOW, impressionam: tomadas aéreas mostram Miami dominada pelas águas.


Num futuro incerto, onde o oceano vai submergir a cidade americana. Enquanto isso, Nick Bannister (Hugh Jackman) ganha dinheiro com uma máquina que traz de volta as lembranças para seus clientes. Um deles quer rever sua cachorrinha enquanto uma mulher precisa encontrar suas chaves. A obsessão de Nick, porém, é saber o paradeiro de sua amada, que sumiu do mapa.


Se o roteiro fica em cima dessa insossa e arrastada investigação, querendo emular os complexos filmes noir dos anos 40, o visual é um esboço escarrado de Blade Runner - tem Jackman vestindo um trench coat, néons espalhados pelos edifícios e asiáticos num mercado flutuante. Só faltou a chuva incessante, substituída pelas águas que inundam a metrópole futurista.


Os diálogos, contudo, são a parte mais desastrosa. Além de uma impertinente narração em off do protagonista (mais uma oportunidade para copiar Blade Runner), as falas de Nick com sua assistente (Thandiwe Newton), com a esposa (Rebecca Ferguson) ou com os vilões da trama são constrangedoras.



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