As Fotos Vazadas: o machismo que impera na Indonésia


Sur e sua mãe: abalo familiar por causa das fotos


Como gosto de viajar pelo mundo por meio dos filmes, parei na Indonésia para assistir a As Fotos Vazadas, disponível na Netflix. Vale lembrar: o país do Sudeste Asiático tem a religião islâmica como maioria e é um dos mais perigosos da região para as mulheres. Não à toa, As Fotos Vazadas toca nesse ferida exposta, entre o drama e o suspense.


Sur (Shenina Cinnamon) vem uma família humilde, é uma estudante exemplar e participa de um grupo de teatro como designer do site. A contragosto, ela vai a uma festa para comemorar a partida dos colegas para o Japão. Os amigos insistem para ela beber algo alcoólico - e Sur passa da conta. Nem lembra como chegou em casa e, para piorar, fotos comprometedoras dela vazaram.


Sur perde a bolsa de estudos e é expulsa de casa - o pai não admite que a filha muçulmana tenha hábitos "mundanos". Mas ela não vai entregar os pontos enquanto não descobrir o que se passou na noite anterior. Quem a levou para casa? Quem tirou as fotos? Ninguém fez nada para ajudá-la?


As respostas vão surgindo numa minuciosa investigação feita por conta própria. E, em seu desenrolar, o filme expõe o comportamento machista e patriarcal, os abusos cometidos contra as mulheres e as diferenças de classes sociais na Indonésia. É bastante assunto para uma trama de 130 minutos, que tem um desfecho catártico.



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