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Anatomia de uma Queda: mulheres fortes são julgadas


Anatomia de uma Queda: 5 indicações ao Oscar


A carreira de Anatomia de uma Queda, em cartaz nos cinemas, está sendo linda. Após vencer a Palma de Ouro no Festival de Cannes no ano passado, o longa-metragem ganhou cinco indicações ao Oscar: melhor filme, direção (Justine Triet), roteiro original, edição e atriz, para a excelente Sandra Hüller.


Acho um pouco longo (duas horas e meia), mas dá para ficar envolvido com uma história muito bem desenvolvida. Sandra interpreta uma escritora que, na cena de abertura, está dando uma entrevista.


O bate-papo, porém, é interrompido por causa do barulho irritante e altíssimo que seu marido faz no andar de cima de um casa, isolada nos Alpes franceses. A repórter vai embora, o filho de Sandra, que é deficiente visual, sai para passear com o cachorro e, na volta, encontra o pai caído na neve. Ele está morto. Teria cometido suicídio, teria sido empurrado pela mulher ou por outra pessoa?


Anatomia de uma Queda é um "filme de tribunal", mas não é só isso. Ele disseca um relacionamento conjugal e escancara o comportamento da esposa para que todos possam saber quem ela é. As palavras do promotor são duras, machucam e demostram que, sim, mulheres com opiniões firmes são (literamente) julgadas.


Além da pulsante condução de Justine Triet, diretora de Na Cama com Victoria (2016) e Sybil (2019), há duas atuações superlativas. O garoto Milo Machado Graner, que faz o filho, arrasa em ao menos duas cenas memoráveis. E a alemã Sandra Hüller é um assombro. Sem falar sua língua materna, ela interpreta em inglês e em francês com uma naturalidade ímpar. É uma atuação hipnotizante, tão intensa quanto a de Emma Stone, em Pobres Criaturas. São minhas preferidas para ganhar o Oscar.

















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