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Granizo: o cancelamento que vem para o bem


O meteorologista e a tempestade: humor e drama


Granizo faz sucesso na Netflix e não sem motivos. Tem um ótimo ator (Guillermo Francella, de Minha Obra-Prima) e traz uma satisfatória mistura de humor e drama numa história atual sobre a cultura do cancelamento. Mas, calma lá: está longe de ser o melhor da produção do cinema argentino.


Miguel Flores (Francella) é um meteorologista tão famoso na Argentina que ganhou um programa próprio. Mas, justamente na estreia, ele erra feio numa previsão. Buenos Aires teria uma noite sem chuvas, mas o que se vê é uma tempestade de granizo, que causa estragos na cidade. No dia seguinte, Flores é cancelado na internet. Vira alvo de xingamentos nas ruas e ganha um cartão vermelho do chefe. Decide, então, se refugiar em Córdoba, sua terra natal e onde mora sua filha.


A relação dos dois passa pelos velhos clichês das rusgas de uma filha ressentida pela ausência do pai. Gosto mais da "amizade" que nasce entre o meteorologista da TV e um ermitão que faz previsões do tempo de uma maneira insólita, dando ao draminha um tempero cômico.


Me agradou muito também a divertida ambiência de filme-catástrofe que pega Buenos Aires de surpresa. Ver pontos turísticos da cidade sendo destruídos por bolas de granizo é um delicioso ponto fora curva.





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