Minha Zoe, Minha Vida: um questionável amor de mãe


Foto: divulgação


Atriz francesa de 51 anos, Julie Delpy tem uma carreira como cineasta voltada, sobretudo, para filmes sobre relações familiares, quase sempre com toques de humor. Um bom exemplo é Lolo - O Filho da Minha Namorada. É de se estranhar, portanto, que a graça passe longe de Minha Zoe, Minha Vida, seu mais recente longa-metragem, disponível nas plataformas de aluguel. Eu vi no NOW.


Também autora do roteiro e protagonista, Julie interpreta Isabelle, uma francesa que deixou seu país para morar com o marido inglês (Richard Armitage) em Berlim. O casamento azedou e, agora, eles dividem a guarda de Zoe (Sophia Ally), a filha de 7 anos. É uma relação já em frangalhos, com discussões diárias e acusações de ambos os lados. Uma tragédia, porém, vai dar novo rumo à vida deles - e convém não dar spoilers!


Julie divide seu roteiro em duas partes. A primeira é focada em dissecar uma união em ruínas, com diálogos autênticos, e o amor incondicional que Isabelle sente pela filha. Geneticista e à procura de um trabalho, Isabelle tenta ser a melhor mãe do mundo, embora não consiga estar presente em tempo integral.


A segunda metade da história ganha contornos fantasiosos e parte para uma reflexão sobre ética e maternidade. São temas que Julie aborda aqui de forma polêmica e bastante questionável. Talvez eu desse um outro destino/desfecho à personagem, mas a realizadora deve saber que mexeu com um tema tabu, justamente, para sair do lugar-comum.


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