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Close: o meu Oscar iria para o delicado drama belga


Rémi e Léo: mais que amigos? (foto: divulgação)


Eu não vi Eo (da Polônia) nem The Quiet Girl (da Irlanda), mas, se eu votasse no Oscar, o prêmio de melhor filme internacional seria para Close, disponível na MUBI. Gosto de Argentina, 1985 e mais ainda do alemão Nada de Novo no Front (o vencedor), mas foi o drama belga que me arrebatou, me fez refletir e sair da zona de conforto.


A direção de Lukas Dhont (o mesmo de Girl, que está na Netflix) é tão delicada e eficiente, que consegue elevar dois garotos estreantes à condição de veteranos. Eles são Eden Dambrine e Gustav De Waele, intérpretes de Léo e Rémi, melhores amigos que moram numa região rural da Bélgica. Aos 13 anos de idade, os meninos brincam, correm pelos campos de flores e, às vezes, dividem a mesma cama. Também roteirista, Dhont deixa para o espectador refletir se há algo além de amizade.


No início do ano escolar, eles são vítimas das piadinhas dos colegas, que insinuam que Léo e Rémi são namoradinhos. Eles revidam aos ataques de formas diferentes. Enquanto Rémi se cala, Léo começa a se enturmar com outros estudantes.


O roteiro é uma joia rara por não explicitar nada. Quer evidenciar sentimentos, seja os da amorosa afinidade entre os amigos, seja os das dores que ficam após uma tragédia. O realizador também prefere conter o dramalhão e, bem dosado, Close emociona (muito) sem apelações.







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